Um exemplo de pesquisa de opinião
A
indução em uma pesquisa de opinião
Apresentamos neste capítulo um roteiro que visa nortear a realização de uma pesquisa de opinião. O estudante deverá ter em mente que as idéias aqui apresentadas foram exemplificadas nos demais capítulos dessa apostila, cuja leitura é obrigatória para sua compreensão. A aplicação prática do roteiro não prescinde o entendimento correto da teoria estatística: experimente o prezado leitor seguir alienadamente uma receita de bolo e terá em mãos um bolo "solado" para lhe provar que a compreensão do que se faz sempre deve preceder o ato de fazer.
O estudante deverá ler e reler as idéias aqui apresentadas ao longo do tempo em que estiver realizando a pesquisa. A medida em que o trabalho prático vai avançando, os detalhes do roteiro vão se explicitando e necessitando de atenção particular. Em outras palavras, você não deverá ler o presente capítulo no início do semestre e depois esquecê-lo, mas sim transformá-lo em seu "livro de cabeceira" durante a realização da pesquisa.
Finalmente, o prezado
leitor deverá sempre se lembrar que uma pesquisa é feita
para ser divulgada e que seu professor não será o único
leitor. Até porque a população que garante a existência
da Universidade, pagando em dia seus impostos, deve ter como retribuição
a possibilidade de acesso às pesquisas desenvolvidas no âmbito
desta. Assim, o Relatório Final de Pesquisa deverá ser auto-explicativo
e escrito em linguagem acessível a um leigo no assunto. Todo o cuidado
com a linguagem é pouco, devendo ser evitados os "jargões"
e "palavras difíceis" tão presentes na linguagem academicista.
Como seu próprio
nome deixa claro, uma pesquisa estatística de opinião realiza
o levantamento da opinião coletiva de uma população
acerca de determinado tema analisando uma amostra de opiniões
individuais obtidas através de adequados instrumentos de coleta
de dados.
O que é opinião coletiva? Se houver consenso da população em torno de determinada tese, não há maiores dificuldades em conhecê-la. Não havendo consenso, o levantamento da opinião coletiva tona-se mais difícil e na grande maioria das vezes tal consenso não existe. Poderá haver uma opinião majoritária, seja contra, seja a favor ou mesmo indiferente a determinada tese. Poderá ocorrer uma bipolarização da opinião em torno da tese e de sua negação, de maneira a se formarem uma maioria e uma minoria. Essa bipolarização poderá assumir diferentes graus, e por aí se vai...
Resumindo, levantar a opinião coletiva não é apenas relatar a opinião média, a opinião da pessoa mediana, a opinião da moda ou o desvio padrão existente entre duas opiniões quaisquer, mas sobretudo explicitar as principais idéias que a população emitiu acerca de determinado tema, bem como as inter-relações e contradições existentes entre essas idéias.
O levantamento da opinião coletiva se torna ainda mais complicado quando se sabe que as pessoas individualmente podem mentir nas entrevistas, procurando responder não o que pensam sobre determinado tema, mas sim o consideram "politicamente correto" aos olhos da sociedade em geral. Assim, os instrumentos de coleta de dados devem levar tal situação em conta, procurando desvendar o que há por detrás das simples aparências.
Podemos estar interessados,
contudo, apenas em aferir a opinião média populacional. Podemos
também estar interessados em detectar se há alguma diferença
de opinião média entre dois segmentos populacionais. Nesse
caso, sendo a amostra representativa, os valores amostrais são trabalhados
pela estatística descritiva e podem ser calculados pela estatística
indutiva a margem de erro e o nível de confiança
da opinião média da população ou, no caso de
se estar comparando opiniões, o risco ou probabilidade
de erro ao se negar a hipótese (nula) de que não existiriam
diferenças entre as opiniões médias de duas populações
distintas.
A opinião coletiva pode ser diretamente o objeto de estudo de uma pesquisa em ciências humanas, ou então estar com ele de tal forma relacionada que o estudo desse objeto necessite de seu levantamento através de uma pesquisa estatística. Nos dois casos, o levantamento da opinião é uma parte subsidiária ao estudo do objeto de pesquisa. A opinião estatisticamente obtida não se constitui diretamente nas conclusões da pesquisa mas, ao contrário deve ser analisada e criticada pelo pesquisador, a partir dos objetivos da pesquisa, ou seja, daquilo que se quer saber acerca do objeto. Os resultados dessa análise crítica é que se constituirão nas conclusões finais da pesquisa.
O fato da opinião
coletiva de uma população sobre determinado tema não
se constituir nas conclusões da pesquisa, mas em seu objeto de estudo,
não diminui a importância do pesquisador saber como levantá-la
estatisticamente. Ao contrário, mostra porque esse conhecimento
é básico para permitir o aprofundamento de certos objetos
de pesquisa.
Os passos práticos
que o prezado leitor deverá seguir são os seguintes:
Pesquisa Aberta de Opinião é apresentado um exemplo que deverá ser lido e compreendido pelo leitor antes da realização da pesquisa aberta.
A aplicação da pesquisa aberta
demanda os passos seguintes:
Uma pesquisa piloto bem realizada e bem aproveitada
pode representar considerável redução do trabalho
subsequente, tanto na realização do trabalho de campo como
principalmente na análise e interpretação posterior
dos dados coletados. Afinal, se você só se perceber que algo
saiu errado com a pergunta mais importante de seu questionário após
todo o trabalho de campo ter sido realizado, como fará para consertar
o defeito? Siga o procedimento abaixo para economizar tempo e dinheiro:
Muito esforço
cerebral deve ser reservado à formulação das conclusões
da pesquisa. A todo custo deve-se evitar "morrer na praia", produzindo
uma pesquisa de bom nível que no entanto, padece do "pequeno defeito"
de nada concluir...
Tal esforço
se mostra ainda mais necessário quando se analisa a barreira psicológica
imposta ao raciocínio estudantil pelo "pacto de mediocridade"
existente na universidade brasileira. Nela, há professores medíocres
que só aprovam os alunos que papagueiam nas provas as palavras ditas
por eles em aula. Só vale ao estudante acatar acriticamente a posição
política-ideológica do professor, e qualquer sinal de independência
intelectual é punido com a nota baixa. Ao lado desses professores,
há estudantes não menos medíocres que se comprazem
em tomar nota direitinho, "puxar o saco" de vez em quando, "papagaiar"
uma prova e.... fácil: aprovação garantida!
O "pacto de mediocridade"
castra a inteligência da juventude e é útil à
dominação das elites na medida em que forma consciências
comodistas e conformadas. Não ao comodismo! Não ao conformismo!
Independência intelectual! Em seu trabalho de pesquisa os estudantes
devem concluir o que deve ser concluído dos dados analisados, doa
a quem doer! Exijamos o impossível!
Os passos práticos para a elaboração das conclusões da pesquisa são os seguintes:
O Resumo é a síntese da pesquisa
elaborada, a segunda parte mais importante do relatório de pesquisa,
depois das conclusões.
Deverá conter 25 linhas de bom português,
sem "jargões" e "palavras difíceis" com uma explanação
global do contexto, do conteúdo e das conclusões da pesquisa
realizada.
Especial cuidado deve ser tomado com a redação
do resumo. Como ela se dá ao final de todo o trabalho, quando o
prezado leitor já deverá estar cansado de tanto escrever,
muitas vezes trabalhos excelentes são desperdiçados por resumos
feitos sobre a pressão dos acontecimentos.
No caso de se pedir a publicação
do trabalho ou sua apresentação em um congresso ou seminário,
o resumo é a parte que será lida pela banca selecionadora.
Além disso, na grande maioria dos congressos e seminários,
apenas o resumo é publicado.
A importância
do resumo é permitir ao leigo entender o significado mais amplo
da pesquisa realizada, possibilitando que este se decida a contatar o autor
para obter o relatório integral.
Ao final do resumo,
o prezado estudante deverá fazer constar seu nome e endereço
para contatos por escrito, seja via correios, via fax ou
endereço eletrônico e-mail
Resumo;
Dedicatória (opcional);
Sumário;
Se as Conclusões se constituem na própria razão de ser da pesquisa, o Resumo é que permitirá que tais conclusões não permaneçam "secretas", expostas apenas "à crítica roedora das traças", mas sejam divulgadas para o público mais amplo possível.
Se a pesquisa se deu
em determinada unidade da universidade, os estudantes, professores e funcionários
dessa unidade deverão ter o direito de vir a conhecer seus resultados.
Se foram dirigentes sindicais a prestar os depoimentos abertos iniciais,
toda a categoria deve ter o direito de saber as conclusões finais.
E assim por diante.
Em função
dessa necessidade de demonstrarmos ao contribuinte que nos financia qual
a razão de ser da Universidade Pública, ao final do semestre
haverá espaço reservado à apresentação,
na forma de painéis. Um seminário estudantil de pesquisa,
com direito à certificado e – principalmente – aberto a público
mais amplo que a própria turma de estatística. Para participar
bastará fazer o seguinte:
As equipes
podem
escolher
um tema já pesquisado para a realização de nova pesquisa.
Aliás, isso seria muito bom, pois partiria de um trabalho
já realizado, o qual poderia ser continuado e aperfeiçoado,
traçando bases para uma comparação das metodologias
praticadas.
Variações
de Peso em Produtos Alimentícios Comercializados em Salvador. Analisou
a variabilidade dos pesos de produtos alimentícios como feijão,
ervilha, Biscoitos Cream Cracker, Arroz, Leite e Macarrão, todos
encontrados em supermercados e mercearias de Salvador, procurando detectar
o nível de diferença dos pesos reais com os pesos nominais
constantes nas embalagens.
Acidentes de Trânsito em Salvador. Analisou
os números de acidentes de trânsito mês a mês
em Salvador, traçando o perfil das vítimas e dos tipos de
acidentes.
Quem é preso na Bahia? Realizou o levantamento
do perfil sócio-econômico, cultural e racional dos presidiários
na Penitenciária Lemos de Brito. Procurou verificar se há
influência da raça na intensidade da pena atribuída
aos detentos, não encontrando evidência significativa ao nível
de 5% de significância.
A Legalização da Maconha. Analisou
a opinião dos moradores de Salvador sobre o polêmico tema.
Estudos Preliminares Sobre o Consumo de Psicoativos
em Villas do Atlântico: Teve por objetivo pesquisar o consumo de
psicoativos entre a população jovem desse bairro de Lauro
de Freitas, composta por indivíduos de classe média "média",
estabelecendo diferenças e semelhanças entre os que consomem
ou experimentam tais drogas e os que nunca fizeram uso delas. Objetivou
também estabelecer quais os psicoativos mais consumidos, a evolução
de seu consumo e a relação que a população
consumidora estabelece com tais substâncias
A Opinião sobre o Consumo de Psicoativos
entre os Moradores de Villas do Atlântico: um Estudo Preliminar.
Objetivou suscitar questões de cunho geral acerca do consumo de
psicoativos, a partir das opiniões obtidas entre moradores do referido
bairro, procurando problematizar o tema em seu contexto sociocultural,
no intuito de expor os efeitos dos aparelhos ideológicos do estado
sobre a sociedade brasileira.
Evolução dos Casos de Aborto
na Maternidade Tsylla Balbino - Período 1990 a 1997. A partir de
um posicionamento crítico sobre o aborto, essa pesquisa procurou
traçar um perfil das mulheres que abortam e discutir os números
de abortos expontâneos e provocados que foram realizados nessa maternidade
durante o período de tempo delimitado, em comparação
com dados de atendimento global e de nascimentos no mesmo período.
A Legislação do Aborto: Questão
Jurídica e Social. A partir do debate gerado pela regulamentação
da lei do aborto, procurou conhecer as opiniões emitidas pelas estudantes
de Ciências Sociais da UFBA.
Camisinha – Tem que Usar! Procurou constatar
se a camisinha está realmente sendo utilizada pelos jovens e qual
a opinião destes sobre os diversos aspectos de seu uso, fazendo
uma comparação entre homens e mulheres
O Comportamento Sexual da Juventude Soteropolitana.
Levantou o perfil da sexualidade de jovens de ambos os sexos de Salvador,
em relação à utilização da camisinha
e diversos hábitos e tabus sexuais.
A Emancipação Sexual da Mulher. Objetivou conhecer o pensamento dos homens das várias classes sociais acerca da emancipação sexual da mulher, estabelecer os bloqueios e preconceitos que estes formulam com relação ao assunto e analisar a visão machista que existe mesmo diante de tantas conquistas femininas na virada do milênio.
A Terceira Ausência: A intenção
da pesquisa, realizada no Hospital Santo Antônio, foi averiguar a
existência ou não de atividade sexual na terceira idade, seu
potencial qualificativo e suas orientações de gênero.
Pretendeu abordar a sexualidade na terceira idade como um processo de reconstrução
da identidade a partir da aceitação do outro em relação
à presença de ações dos diversos agentes.
Os Soteropolitanos são Acomodados e
Preguiçosos? Através do levantamento da opinião dos
soteropolitanos sobre diversos temas, procurou detectar se é verdade
a lenda do acomodamento e da preguiça, procurando também
traçar o perfil dessas qualidades em função da idade
dos entrevistados. Concluiu que não há fundamento na lenda.
Bahia Morosa? Mesmo tema que a anterior, procurando
traçar o perfil do acomodamento e da preguiça de acordo com
o sexo, concluindo também que não há fundamento na
lenda.
O Mito da Morosidade Baiana. Objetivou analisar
o relacionamento existente entre a concordância com esse mito e as
classes sociais. Concluiu que os baianos mais pobres possuem maior concordância
com o mito, considerando a si mesmos mais preguiçosos que os baianos
mais ricos.
A Opinião do Público Feminino
Sobre o Futebol. Objetivou analisar como a mulher vê o futebol, enquanto
prática esportiva e evento cultural capaz de envolver a todos, homens
e mulheres. Também foi pesquisada o quanto as mulheres se deixariam
envolver pela adesão ao futebol de seu companheiro e das pessoas
que lhe são próximas.
A Inserção do Menor no Mercado
de Trabalho. Essa pesquisa foi realizada junto ao "Centro do Menor João
Paulo II" situado no bairro da Mata Escura de Salvador, o qual tem a proposta
de combater o fenômeno de meninas e meninos de reuna, através
de cursos profissionalizantes que são dados pela própria
instituição. Procurou investigar qual o número de
meninos e meninas de rua que por intermédio dos cursos profissionalizantes
conseguiram ingressar no mercado de trabalho, buscando assim um alternativa
para fugir do risco da prostituição e marginalidade.
O Perfil Sócio-Econômico de Estudantes
Repetentes da 5a Série da Escola Estadual Conceição
Meneses: Procurou estudar as causas da repetência, comparando o perfil
sócio-econômico dos estudantes repetentes com o dos não
repetentes, avaliando também a situação geral do ensino
de péssima qualidade da rede pública.
O Perfil Sócio Econômico dos Turnos
Vespertino e Noturno dos Estudantes das 7a e 8a
Séries da Escola Estadual David Mendes Pereira. Analisou a situação
geral dos alunos da escolas públicas e comparou os perfis dos estudantes
vespertinos e noturnos e procurando estudar a interferência dos mesmos
na aprendizagem dos alunos.
A importância do Ensino de Filosofia
no 2o Grau: Procurou saber qual a opinião dos
estudantes secundaristas acerca da importância do ensino da Filosofia
nos colégios públicos e privados de 2o Grau de Salvador,
frente à sua realidade sócio-cultural.
A Expectativa Profissional do Estudante do
3o Colegial de uma Escola Pública Soteropolitana.
Objetivou analisar em que medida as expectativas profissionais da juventude
escolarizada soteropolitana se relacionam com o contexto social e econômicos
na qual tal juventude está inserida.
Quem São os Estudante da UFBA? A partir
das constantes afirmações de que os estudantes da UFBA são
provenientes das classe mais altas, estudaram em colégios particulares
e não trabalham, essa pesquisa procurou levantar quais instrumentos
(natureza da escola de 2o Grau) os estudantes mais pobres
utilizaram para ingressar na UFBA.
A Satisfação dos Estudantes com
o Curso de Farmácia da UFBA. Procurou traçar o perfil sócio-econômico
dos estudantes da Faculdade de Farmácia da UFBA e verificar seu
grau de satisfação com o curso que fazem. Procurou também
verificar se existiam diferenças significativas de opinião
entre os estudantes que ainda estão na primeira metade do curso
e os que estão cursando a segunda metade.
Nível de Ensino no Curso de Pedagogia
da UFBA. Partindo do princípio de que a qualidade de ensino é
uma preocupação de todo estudante, pois é um dos fatores
que irá definir o perfil dos futuros profissionais, e que essa preocupação
deve ser ainda maior no curso de Pedagogia, o qual visa formar profissionais
que irão interferir no processo educativo, a pesquisa procurou avaliar
a opinião dos estudantes sobre a qualidade de ensino em sua faculdade.
A Mudança Curricular na Faculdade de
Psicologia: Procurou inferir a opinião dos futuros psicólogos
acerca da mudança curricular que se estava processando na Faculdade
de Psicologia. A pesquisa intentou estabelecer quais foram as reações
emocionais (medo, raiva, ansiedade, etc.) perante a mudança, bem
como as atitudes práticas tomadas pelo alunado após o início
do processo de mudança.
A Escolha do Curso de Língua Estrangeira
como uma Oportunidade para o aprendizado de Língua e Cultura Estrangeiras.
Objetivou verificar a importância dada a língua inglesa dentro
da chamada globalização, como um aspecto a mais no processo
de qualificação profissional do estudantes.
A Opinião dos Estudantes de Engenharia
Química sobre o Número Reduzido do Sexo Feminino nesse Curso.
Objetivou identificar os fatores que influenciaram na opção
pelo curso, comparar as diferentes opiniões de ambos os sexos e
detectar se existe algum tipo de preconceito em relação às
mulheres nessa profissão.
O que Pensam de
Estatística os Estudantes de Humanas na Ausência do Professor?
Buscou
fazer uma comparação com a pesquisa realizada semestralmente
pelo professor, a qual objetiva estudar a relação de tais
estudantes com esta disciplina, procurando estabelecer se há diferenças
no discurso dos estudantes pela frente e pelas costas do professor. Concluiu
que os estudantes possuem dois discursos e perante o professor respondem
a pesquisa visando em primeiro lugar preservar seus interesses.
A relação entre os Estudantes
de Ciências Sociais e as Bibliotecas da UFBA. Objetivou analisar
os serviços prestados pelas bibliotecas e sua estrutura, o preparo
de seus funcionários, as atitudes, motivações e interesses
dos estudantes para com as bibliotecas. Concluiu que as bibliotecas da
UFBA estão cumprindo, em bom grau, o seu papel e que há interesse,
consciência e boas expectativas dos estudantes em relação
a elas.
A Opinião dos Estudantes da UFBA sobre
o Jubilamento. Buscou levantar a opinião dos estudantes sobre essa
norma punitiva, bem como avaliar se havia ou não diferenças
significativas entre as opiniões dos estudantes da área de
humanas e da área de exatas.
A Indução da Opinião na
Pesquisa Eleitoral. Objetivou detectar até que ponto uma pesquisa
de opinião projetada para ser indutora poderá ou não
influenciar a escolha de determinado candidato pelo eleitor. Concluiu que
existe uma forte influência do tipo de questões utilizadas
na escolha do candidato pelo eleitor ao final da pesquisa.
Além das citados pesquisas realizadas,
seguem mais algumas sugestões de temas:
BOYD, Harper W.,Jr & WESTFALL, Ralf - Pesquisa
Mercadológica, Texto e Casos - FGV - Instituto de Documentação
da Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, 1978.
®
Um livro antigo mas muito bem explicado, para quem quiser aprofundar seus
conhecimentos em pesquisa de mercado. Tem na Biblioteca da Matemática.
GIL, Antônio Carlos – Métodos
e Técnicas de Pesquisa Social – São Paulo, Editora Atlas,
1991. ® Nos Capítulos 4 em diante,
esse livro discute em detalhes a formulação do problema na
pesquisa social, a construção de hipóteses, o planejamento
da pesquisa, a operacionalização das variáveis aleatórias,
a observação e a entrevista, a elaboração de
questionários, a construção de escalas sociais, os
principais testes estatísticos, a análise e interpretação
de dados e a elaboração de um relatório de pesquisa.
GOLDENBERG,
Míriam
– A Arte da Pesquisa (Como Fazer Pesquisa Qualitativa em Ciências
Sociais) – 2a Ed., Rio de Janeiro, Ed. Record, 1998;
R$ 11,00 ® Um livro que discute a metodologia
de pesquisa e instrumentaliza o leitor para a realização
de uma pesquisa qualitativa, discutindo os principais aspectos desse tipo
de pesquisa, sem no entanto cair no preconceito contra a utilização
de dados quantitativos e estatísticos. Endereço da autora:
RP Record, CXP 23052 CEP 20922-970, Rio de Janeiro, RJ.
MATTAR, Frauze Nagib – Pesquisa de Marketing
– Volume 1 (R$ 29,00): Metodologia e Planejamento, Volume 2 (R$32,00):
Execução
e Análise; Atlas, SP, 1995 ®
Um livro para quem quiser se especializar em pesquisa de mercado ou montar
uma empresa de pesquisa.
SAMARA, Beatriz Santos & BARROS, José
Carlos – Pesquisa de Marketing – Conceitos e Metodologia – Makron
Books, 2a Ed. SP, 1997 (R$29,00) ®
Outro livro para quiser se aprofundar em pesquisa de mercado ou montar
uma empresa de pesquisa
RUDIO, Frans Vitor – Introdução ao Projeto de Pesquisa Científica – Petrópolis, Editora Vozes, 1990. ® Nos capítulos II em diante, esse livro discute a elaboração de um projeto de pesquisa, as diferenças entre pesquisa descritiva e experimental, a formulação do problema da pesquisa, o enunciado das hipóteses, a coleta, análise e interpretação dos dados de pesquisa.